C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley

Nizardo Wanderley

Cavaleiro Solitário

Textos
Título Categoria Data Leituras
CICLOTÍMICO Sonetos 30/09/26 3
PUGNA Sonetos 29/09/26 4
SINOPSE Sonetos 28/09/26 8
REMENDOS Sonetos 26/09/26 6
NÁUFRAGO Sonetos 26/09/26 9
Consummatum Est... Sonetos 26/09/26 8
Viúva-negra Sonetos 24/09/26 7
Negra Estrofe... Sonetos 17/09/26 5
A ponte... Sonetos 14/09/26 10
Feto... Sonetos 13/09/26 3
Epílogo Sonetos 12/09/26 14
À espreita... Sonetos 07/09/26 13
Ninfeta Sonetos 07/09/26 12
Duas Almas Sonetos 15/11/23 10
C'est Fini... Sonetos 21/10/23 10
AGRURA Sonetos 28/08/23 10
Ponta Negra Sonetos 03/03/23 12
ESPECTRO Sonetos 18/02/21 30
NEGRA FACE Sonetos 25/12/20 19
ANJO TRISTE Sonetos 05/04/19 31
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