C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley


Consummatum Est... 🥀 Quando eu partir daqui para melhor Talvez pior, não sei, sabe-se lá... A brisa fria te avisará Ao se esfregar no sal do teu suor. Se inda restar um pouco do que eu fui Em tua vã e dolorosa vida Deixe eu sentir u'a lágrima caída No peito inerte que ora se dilui. Nunca mais me verás, irei pra longe... O teu silêncio sepulcral de monge Ecoará com gritos de perdão E se nas ondas em que te definhas Vires meu rosto, representam minhas Idas e vindas ao teu coração. Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 26/09/2026
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