C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley


PUGNA A vida é um vai e vem no rol de amores Alimentando a alma com ilusões, Lamentos, sentimentos e perdões Saudade, afinidade, riso e dores. A escala obsessiva até o cume É árdua, cansativa e, às vezes, para Quando a mágica essência se depara Com o espírito incauto do ciúme. O que tiver de ser, o vento traz Não há mistério, fórmula eficaz Nem cabe desespero ou insensatez O universo rege azar e sorte E tanto o amor quanto a temida morte Te encontrarão quando chegar tua vez. Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 29/09/2026
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