C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley


SINOPSE Tu nunca foste minha e eu nunca fui teu O destino juntou nós dois em incrível trama No intuito de provar que todo Ser que ama Não solta a mão de quem a alma lhe estendeu. Calculou friamente o mágico encontro O drink, a noite, o beijo, o tão profundo orgasmo E até o abraço que faleceu de marasmo No banquete servido à luz do desencontro. Nem tive tempo de te proferir o adeus Teus olhos se afastaram sem fitar os meus Não pude te beijar ou sequer abraçar-te E agora eu compreendo e aprendo a duras penas Que em nosso intenso e tenso caso foi apenas Tua vez de me usar e a minha vez de usar-te. Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 28/09/2026
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