C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley


A Ponte... Tanto aproxima, como distancia No vai e vem da vida que se esvai Quem vem, às vezes, cruza com quem vai E a gestação no âmago inicia. Quem vai, por vezes, nem destino tem Apenas segue um rumo frio e vago Buscando acolhimento, afeto, afago E encontra tudo na alma de quem vem. Então, faíscas de encantos tamanhos Saltam da iris de olhares castanhos E relampejam pela imensão Comemorando a implosão sectária Da formidável ponte imaginária; - Antes, mão dupla, agora única mão! Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 14/09/2026
Alterado em 14/09/2026 Comentários
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