C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley

Nizardo Wanderley

Cavaleiro Solitário

Textos
Título Categoria Data Leituras
BEBÊ TRISTONHO Sonetos 12/06/09 38
AUSÊNCIA Sonetos 08/06/09 85
ALGOZ Sonetos 03/06/09 22
AMAR DE LONGE... Sonetos 23/04/09 86
FALIMOS... Sonetos 23/04/09 32
SANGRANDO Sonetos 23/04/09 38
QUEM É VOCÊ? Sonetos 06/03/09 90
AMOR SINCERO Sonetos 09/02/09 92
TEU PRANTO Sonetos 30/01/09 47
DEVANEIO Sonetos 13/01/09 38
FOLHAS SECAS Sonetos 13/01/09 55
RELANCE Sonetos 16/12/08 41
MENINA DE RUA Sonetos 12/12/08 62
PORTO DE FEL Sonetos 14/11/08 42
FANTOCHES Sonetos 02/11/08 43
RESTO DE MIM Sonetos 28/10/08 59
TREVA E LUZ... Sonetos 23/10/08 54
DOCE ENGANO Sonetos 14/10/08 61
MINHA MENINA Sonetos 29/09/08 110
FADA LOIRA Sonetos 23/09/08 124
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