C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley


FADA LOIRA
Teus olhos me enfeitiçam feito um chafariz Que ofuscam a minh'alma e me enchem de ardor Em chamas cativantes das brasas de amor Oriundas dos teus olhos, meus lindos rubis. E a minha boca ardente com a língua em riste
Atola-se em teus lábios doces e tesudos Num abraço onde eu imprenso teus seios pontudos No mais profundo orgasmo que em meu corpo existe. E contornando a tua boca de veludo Eu lambo o teu carmim e me esqueço de tudo Que possa desviar esse corpo que aquece O ouro que te cobre os fios dos cabelos, O beijo que te excita e te arrepia os pelos E o caldo que te faz tremer e te umedece. Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 23/09/2008
Alterado em 12/09/2014 Comentários
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