C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley

Nizardo Wanderley

Cavaleiro Solitário

Textos

FALIMOS...

Eu sinto em cada frase e em todos os momentos
Enquanto estamos juntos mesmo sem brigarmos
Que está chegando a hora de nos afastarmos
E sepultar de vez os nossos sentimentos.

Amor já não existe e apenas amizade
Talvez esteja sendo a nossa fortaleza
Já que entre nossos corpos não há mais firmeza
E os nossos beijos só têm gosto de saudade.

O nosso olhar se cruza, mas rapidamente
Desvia-se em seguida e foge sutilmente
Sem disfarçar a dor e o sangue da falência

De um grande amor que outrora nos tornou meninos
E hoje é a bandeira desses desatinos
Que matam nossas almas na cruel demência.

Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 23/04/2009


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