C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley

Nizardo Wanderley

Cavaleiro Solitário

Textos


TEU PRANTO

Fizeram-te chorar e te roubaram a calma
Com pérfidas palavras e fingidas juras
E ainda vais penar em ilusões futuras
Devido à ingenuidade que te cerca a alma.

E eu, teu ex-amor, fico a chorar também!
Mas, sem nada poder fazer em teu favor,
Divido com teu ser esse fardo de dor
Já que te adorei tanto e te quis tanto bem.

É isso aí, menina, o mundo não perdoa
Quem vive futilmente e se dedica à-toa
A todas as paixões que surgem de repente...

E assim como tu vives eu também procedo;
- Entrando em aventuras sem credo e sem medo
 E amando a todo troço que eu encontro à frente!

Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 30/01/2009


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