C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley


AMOR SINCERO
Que sejas meu fiel e derradeiro amor Sem nunca magoares a quem te deseja Causando ansiedade à boca que te beija E lançando aos meus olhos lágrimas de dor. Mas se não conseguires ser o que eu desejo E nem te preocupas com essa relação Retires-te agora do meu coração E nunca mais me enganes com teu falso beijo. Assim será mais fácil e muito mais louvável Pra tua opaca alma, teu amor estável E tua mente insana e um frio coração... Melhor viver sozinho e mendigando abrigo Do que cumprir na angústia a pena do castigo E morrer de saudades pela imensidão! Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 09/02/2009
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