C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley


DOCE ENGANO
Aproxima-se o fim, o encanto se perdeu!
E eu nada vou fazer pra que isso não aconteça...
Já que não consegui mudar tua cabeça
Eu saio do teu mundo e vou viver o meu.
A tua indiferença meus olhos renegam!
Não vale à pena esse momento que vivemos...
Melhor matar o sonho enquanto não morremos
E buscar n’outras bocas o que as nossas negam.
Adeus, minha menina, sigas o teu norte!
Desejo-te juízo e também boa sorte
Nas novas empreitadas do teu coração...
Eu vou tentar de novo ser feliz com alguém
Que cuide dos meus sonhos, que me queira bem
E não me proporcione “tanta” solidão. Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 14/10/2008
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