C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley

Nizardo Wanderley

Cavaleiro Solitário

Textos

RELANCE...

Depois de tanto tempo nos reencontramos
Nas páginas opacas dessa vida louca
E eu pude ver no lindo riso em tua boca
Um filme do passado e o quanto nos amamos.

Olhei-te silenciosamente e nada disse
Mas deixei que meu riso mostrasse também
O quanto as nossas almas se quiseram bem
E deixei que teu coração também me ouvisse.

As nossas mãos se uniram e envolveram os braços
Que logo nos prenderam em divinais abraços
E nos entorpeceram em gozo e ardor...

Reacendendo em nós aquela antiga chama
Que não se apaga nunca dentro de quem ama
E sempre há de existir pra alimentar o amor.

Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 16/12/2008


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