C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley

Nizardo Wanderley

Cavaleiro Solitário

Textos
Título Categoria Data Leituras
INFIEL AMANTE Sonetos 19/08/11 97
COITO POÉTICO Sonetos 18/08/11 303
DÁDIVA Sonetos 16/08/11 38
FAZES FALTA... Sonetos 05/04/11 125
CONSELHO Sonetos 03/04/11 65
MEU MAL Sonetos 10/03/11 62
SEGREDO Sonetos 10/03/11 67
MENINA FLOR Sonetos 28/01/11 85
CHAGAS VIRTUAIS Sonetos 07/12/10 59
FAXINA NA ALMA Sonetos 22/09/10 73
DEUSA MENINA Sonetos 22/09/10 92
MEU PECADO Sonetos 21/09/10 302
PEDAÇO DE MIM... Sonetos 15/09/10 86
PERDOE-ME Sonetos 24/06/09 97
ALMAS FERIDAS Sonetos 19/06/09 75
TEU ÓDIO Sonetos 18/06/09 56
ABAFADO Sonetos 18/06/09 53
SONHOS DE CRIANÇA Sonetos 17/06/09 60
DIA DOS NAMORADOS Sonetos 12/06/09 50
CONTRATO DE ILUSÃO Sonetos 12/06/09 44
Página 3 de 12 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 » «anterior próxima»
Site do Escritor criado por Recanto das Letras