C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley


TEU ÓDIO
Enquanto tu me odeias e me roga pragas Torcendo pra que eu viva a mendigar carinho Eu peço a Deus que cure todas essas chagas Que espalham negatividade em teu caminho. Não te guardo rancor nem te desejo nada De ruim, em tua insana e leviana vida! Eu torço sim, para que sejas muito amada E encontres novo rumo pra essa alma sofrida. Não deves vomitar no prato em que comeste Pois nada como um dia atrás do outro, e este Que hoje é teu desafeto e réu nesse episódio Amanhã poderá (para pagar tua língua) Ao ver-te soluçando e se esvaindo à míngua Socorrer-te com amor e reverter teu ódio. Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 18/06/2009
Alterado em 15/06/2020 Copyright © 2009. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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