C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley


CONSELHO
Eu sei que nada tenho a ver com a tua vida Mas não quero que sofras mais decepções Ao te envolveres novamente em ilusões Que possam te deixar a alma entristecida. Teu coração é meigo, doce... E a ingenuidade Por vezes te bloqueia e a alma se castiga Levando os sonhos teus e a dor te prejudica Afogando teu ser em lagos de saudade. Perdoe-me por traçar estas ousadas linhas Mas saibas que as tuas dores serão minhas E cada choro teu há de fazer chorar Minh’alma que te ama e sofre a cada dia Distante dos teus olhos, da tua magia; - Conjugando com lágrimas o verbo amar. Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 03/04/2011
Alterado em 10/02/2015 Comentários
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