C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley

Nizardo Wanderley

Cavaleiro Solitário

Textos


DÁDIVA
 

Busquei em minhas várias interrogações
Motivos pra minh'alma errônea que inexiste
Roçar em paredões amargurada e triste,
Viver perambulando em mil contradições

 

Meus gritos de silêncio ninguém escutava
E as minhas contrações de dor também não viam
Porém as minhas carnes em febre se abriam
E a voz do meu espectro, em vão, ecoava.

 

Somente a tua imagem me serviu de abrigo
Que estendendo a mão a este vil mendigo
Afugentou a mágoa e a desilusão...

 

Levando-me nas asas dos teus sentimentos
Deitou-me com carinho nos teus aposentos
Secretos, escondidos no teu coração.

Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 16/08/2011
Alterado em 13/02/2015


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