C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley

Nizardo Wanderley

Cavaleiro Solitário

Textos

DIA DOS NAMORADOS
 
Que os anos passem sem deixar morrer
Todo esse encanto lírico que vive
No coração que com você convive
Dando-lhe mais vontade de viver...
 
Que as nossas almas sejam pacientes
Para seguirem juntas rumo ao céu
Na escada feita com o sabor do mel
Que as nossas bocas soltam nos batentes.
 
Que eu sempre seja a luz dos olhos seus
E que você sempre ilumine os meus
Com essa clareira de felicidade...
 
E que Deus sempre esteja a abençoar
O nosso amor, sem nos deixar faltar
Sabedoria e serenidade.
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 12/06/2009


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