C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley

Nizardo Wanderley

Cavaleiro Solitário

Textos


PEDAÇO DE MIM...

Não temas, cá estou a te esperar sorrindo
E agradeçendo aos céus pelo presente imposto
Por Deus, que por sinal teve excelente gosto
E mudou meu viver ao ver que tu estás vindo.

No ventre da tua mãe (Essa menina amada)
Tens o valor do primogênito esperado
E essa deusa fidalga que tem te guardado
É guardada por mim, querida e idolatrada.

Espero-te ansioso, meu pequeno rei!
Mas não quero que passes pelo que eu passei
Nem sofras a tristeza que em mim vem e vai...

Vem cá, potinho de mel, engatinhes com doçura,
Aproximes-te, corras, te soltes, fofura!
Esquentes-te nos braços firmes do teu pai!
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 15/09/2010


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