C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley

Nizardo Wanderley

Cavaleiro Solitário

Textos
Título Categoria Data Leituras
MENINA MULHER... Sonetos 03/03/08 153
MENINA FLOR Sonetos 29/01/08 127
AMOR DE VIDRO Sonetos 14/01/08 79
NINA DE MEL Sonetos 03/01/08 251
LEVIANA Sonetos 28/12/07 47
À DERIVA... Sonetos 23/12/07 35
Á ARVORE Sonetos 23/12/07 36
CONSUMMATUM EST Sonetos 19/12/07 37
TEU CHORO Sonetos 18/12/07 58
FOI ASSIM... Sonetos 05/12/07 82
ANSIEDADE VIRTUAL Sonetos 12/11/07 78
COVARDE Sonetos 10/11/07 55
RUMOS OPOSTOS Sonetos 10/11/07 60
LUA AMIGA... Sonetos 01/11/07 59
DATA FUNESTA Sonetos 31/10/07 27
PERDÃO... Sonetos 30/10/07 77
VOZ DA ALMA... Sonetos 29/10/07 133
LAMENTOS... Sonetos 26/10/07 45
MALOGRO Sonetos 21/10/07 21
RÉU DE AMOR Sonetos 21/10/07 48
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