C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley


NINA DE MEL
Por onde essa menina passa deixa um rastro Que denota o encanto e a sensualidade Oriundos do seu cheiro que pára a cidade, Derivados da corte do mais belo castro... O olhar lascivo e lírico dado por Deus Aumenta ainda mais o seu potencial, Tornando-a uma exímia felina fatal Descendente dos grandes lordes europeus. E eu, pobre mortal, sempre reverencio Esse busto encravado nesse corpo esguio Que desfila e arrasa alma e corações Sedento dos seus beijos, como outros tantos, Eu me juntei àqueles que nadam em prantos E vão parar nas ilhas das desilusões. Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 03/01/2008
Alterado em 21/02/2015 Comentários
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