C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley


MENINA MULHER...
O mesmo corpo ardente que exala loucuras, Como se fosse a fêmea mais bela e ousada, Encobre as brincadeiras e as travessuras Dessa criança que vive a ela amarrada...
A sua simpatia é a base do rosário Que envolve o seu espírito, seus sentimentos... Já que tristezas, mágoas e ressentimentos Não tem valor algum em seu vocabulário...
Seu colo abriga a todos que se sentem sós, Seus dedos de açúcar derretem os nós De quem vive amarrado em seu pesar profundo...
E eu lhe tenho tanto carinho e afeto, Que em minhas orações eu digo olhando o teto: - Querida, o teu amor é do tamanho do mundo!
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 03/03/2008
Comentários
|