C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley


VOZ DA ALMA...
Teus olhos falam muito mais do que teus lábios E expressam coisas que jamais seriam ditas Por tua linda boca ou tua alma bendita, Pois falas através do espírito dos sábios...
Teu riso encantador e o teu jeito inocente São dádivas doadas pelo criador, Pois somente ele sabe o teu real valor E vive a nos mostrar indubitavelmente.
Quisera eu ser ao menos o cão que pastora O teu sagrado lar, estando a toda hora Em cada vão momento da tua emoção...
Sentindo o teu afago e generosidade, Assim eu viveria, preciosidade; - Dando-te o meu amor em troca de ração...
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 30/10/2007
Alterado em 22/03/2008 Comentários
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