C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley

Nizardo Wanderley

Cavaleiro Solitário

Textos


À DERIVA...
 
Vagueio na amplidão do mar de desatinos
Que me afogam nas ondas do teu abandono
Deixando-me febril, atônito e sem sono,
Maldizendo o fracasso dos nossos destinos.
 
E nesse maremoto de saudade infinda
Meu coração transborda de infelicidade
Morrendo de desgosto, de tédio e saudade,
Porque infelizmente ele te ama ainda...
 
Não há nada que cure essas cruéis feridas!
Também não vou usar os botes salva-vidas
Para escapar desse naufrágio traiçoeiro...
 
Vou me afogar no teu amor que tanto aspiro;
- Deixando em teu nariz meu último suspiro
- E em tua linda boca o beijo derradeiro...
 
 
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 23/12/2007
Alterado em 23/12/2007


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