C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley


PERDÃO...
Perdoe-me, eu não queria ter dito o que eu disse, Às vezes a emoção nos torna irracionais... Entenda-me! Não quero te ver chorar mais E por isso eu gritei pra que você me ouvisse.
As curvas dessa vida são feitas de ardor, Havendo só dois rumos pra você seguir: - N'um deles eu lhe ensino sem lhe dolorir, - No outro o próprio mundo lhe ensina com a dor...
E agora venha cá, sente aqui no meu colo... Se alguém lhe fez sofrer, eu lhe amparo e consolo Seu coração ingênuo, frágil e sofredor...
Não possuo tesouros, herança ou nobreza, Mas tenha a veemente e autêntica certeza Que eu cobrirei teu corpo com lençóis de amor.
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 30/10/2007
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