C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley


FOI ASSIM...
Éramos conhecidos lá da faculdade
E entre risos dados, frases proferidas,
O destino aprontou algo com as nossas vidas
Fazendo florescer algo mais que amizade...
Tentei questionar o que me acontecia
Quando sentia ao longe teu doce perfume...
A ânsia de te ter e até mesmo o ciúme
Misturado à saudade quando eu não te via.
Teu nome é um segredo que pra ninguém falo
E quando te elogiam eu simplesmente calo
A voz que tanto sonha em te dizer baixinho:
- Amada, vem pra mim, alimente essa chama!
Aqui está, de fato, o homem que te ama
E em troca só deseja um pouco de carinho...
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 05/12/2007
Comentários
|