C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley

Nizardo Wanderley

Cavaleiro Solitário

Textos
Título Categoria Data Leituras
TUA CULPA Sonetos 02/10/14 49
DOCE MENINA Sonetos 24/02/13 119
DEUSA CARNAL Sonetos 17/02/13 59
REVEILLON Sonetos 07/01/13 15
MEU LÍDER Sonetos 02/12/12 52
AMANTE Sonetos 29/10/12 151
ABDUÇÃO Sonetos 19/10/12 43
AMOR DE VIDRO Sonetos 18/10/12 56
LUXÚRIA Sonetos 15/10/12 64
MEL E FEL Sonetos 15/10/12 61
LEGÍTIMA DEFESA Sonetos 14/10/12 58
MÁ FÉ Sonetos 13/10/12 30
INSONE Sonetos 13/10/12 24
LETRAS SANGRENTAS Sonetos 13/10/12 114
ALMA SEBOSA Sonetos 19/04/12 265
POBRE MULHER Sonetos 13/03/12 78
CHAGA Sonetos 11/03/12 39
TREM FANTASMA Sonetos 15/12/11 40
ARDILOSA Sonetos 21/09/11 169
(MÁ) MÃE Sonetos 19/09/11 42
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