C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley


LEGÍTIMA DEFESA
Só quero a quem me quer, o mundo fez-me assim! Não aceito migalhas, nem palavras fúteis... E se tu fazes parte das almas inúteis Retires-te depressa de perto de mim. Não sei doar metade dos meus sentimentos Nem aceitar fatias de um amor falido, Sou forte e sou cruel se eu me sentir ferido E retribuo em dobro meus febris lamentos. Se queres um amante, um macho e um ombro amigo, Podes contar de dia e de noite comigo Pra ser teu protetor, guardião e escudeiro... Mas se o teu coração tentar me fazer mal Eu usarei a minha arma mais letal E certamente te farei chorar primeiro. Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 14/10/2012
Alterado em 22/07/2014 Comentários
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