C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley


DOCE MENINA
Acordes, minha amada, o sol já te convida Para distribuir teu brilho e galhardia Nesse maravilhoso e radiante dia Que vem bater à porta da tua guarida. Vem para os doces braços do ser que te ama, Guarda-te, te protege e te trata com zelo... Dê-me aquele sorriso e arrumes teu cabelo Enquanto eu vou servir o teu café na cama. És tu meu doce mel e o meu pote de ouro, A jóia mais preciosa e o meu maior tesouro Que eu guardo a sete chaves com mimo e emoção Fazendo da tua face a imagem mais divina Que Deus abençoou e fez dessa menina A dona absoluta do meu coração. Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 24/02/2013
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