C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley


MÁ (MÃE)
A mãe que dá a cria não merece paz Nem bênçãos divinais lançadas no seu lar Pois receber de Deus um ente e o renegar De cometer mais crimes também é capaz. Ser mãe é ser rainha e algumas não percebem A mágica celeste que é gerar um filho E própria bíblia diz em seu sagrado trilho: - Felizes são aquelas fêmeas que concebem! Maldita seja a mão dessa que negocia A dádiva celeste – Sua sagrada cria! Profana, vil e ausente do instinto materno... Que seu corpo navegue sempre em turbulência, Cumpra prisão perpétua em sua consciência E sua alma queime em mármore no inferno! Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 19/09/2011
Alterado em 19/09/2011 Comentários
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