C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley

Nizardo Wanderley

Cavaleiro Solitário

Textos
Título Categoria Data Leituras
COITO POÉTICO Sonetos 18/08/11 303
MEU PECADO Sonetos 21/09/10 302
ALMA SEBOSA Sonetos 19/04/12 265
NINA DE MEL Sonetos 03/01/08 251
AMOR IDOSO Sonetos 16/10/07 245
SONETO DE SINCERIDADE... Sonetos 11/05/07 226
MINHA FADA... Sonetos 24/09/07 206
ARDILOSA Sonetos 21/09/11 169
A DAMA E O PLEBEU Sonetos 27/04/07 161
MENINA MULHER... Sonetos 03/03/08 153
AMANTE Sonetos 29/10/12 151
DIVA Sonetos 01/10/07 148
CICLOTIMIA Sonetos 14/05/07 147
VOZ DA ALMA... Sonetos 29/10/07 133
MENINA FLOR Sonetos 29/01/08 127
FAZES FALTA... Sonetos 05/04/11 125
FADA LOIRA Sonetos 23/09/08 124
DOCE MENINA Sonetos 24/02/13 119
CARTA CINZENTA Sonetos 24/09/07 116
LETRAS SANGRENTAS Sonetos 13/10/12 114
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