C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley

Nizardo Wanderley

Cavaleiro Solitário

Textos

SONETO DE SINCERIDADE...


Mil vezes não sentir o néctar maléfico
Que flui da língua insossa da cruel perfídia...
Do que sentir na alma o orgasmo putréfico
Que murcha o encantamento da mais bela orquídea...

Prefiro aquele olhar que mata...Que fuzila!
Que lança do terror satânicas faíscas...
Do que o falso brilho do olho que aniquila
E faz dos corações indefensáveis iscas...

Sou feito de pedaços de infelicidade,
De átomos nefastos de ostensividade,
De lânguidas auréolas cruciais de ira...

Quero-te...Mas te imploro em breve intimidade:
Mates-me com as adagas da pior verdade
Mas não me ressuscites com a melhor mentira!!!

(Nizardo)
Direitos autorais.
Xerooooooooo.
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 11/05/2007


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