C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley

Nizardo Wanderley

Cavaleiro Solitário

Textos

MINHA FADA...
 
Seduzes-me com o teu olhar que me encandeia
E o teu riso lascivo que me teleguia
Ao mundo inconseqüente da vã fantasia
Que penetra em meus poros e à alma incendeia...
 
Teu vulto em meu viver alegra os dias meus
Em noites mal dormidas aonde o sonho ia
Seqüestrar teu sorriso e a tua galhardia
Embebedada em ósculos dos lábios teus...
 
Tens tu a formosura da divina fada,
O brilho sedutor da eterna namorada
E o feitiço advindo das paixões fatais...
 
Tua boca é um tormento que me delicia
Na pompa sedutora e no prazer da orgia
Servida no banquete das deusas carnais...
 
 
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 24/09/2007
Alterado em 08/03/2008


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