C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley

Nizardo Wanderley

Cavaleiro Solitário

Textos

CICLOTIMIA




Às vezes beija, abraça e de alegria chora,

Joga almofadas, pula, inventa um esconde-esconde,

E  de repente abusa tudo e vai embora

Sem me dizer porque, nem eu saber pra onde...



E nesse desatino comportamental

Beiramos os ditames árduos da loucura...

Nesse amor doentio que faz bem e mal;

- Minha maior doença e às vezes minha cura...



Porém não abro mão do bem que eu te dedico,

E se por vezes xingo e magoado eu fico

Por não saber com quem, de fato, estou lidando...



Dê-se por satisfeita mesmo eu sendo assim,

Pois em agüentar uma louca junto a mim

É o maior sinal de que eu estou te amando...



(Nizardo)

Direitos autorais.

Xerooooooooo.
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 14/05/2007


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