C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley

Nizardo Wanderley

Cavaleiro Solitário

Textos
Título Categoria Data Leituras
(MÁ) MÃE Sonetos 19/09/11 42
Á ARVORE Sonetos 23/12/07 36
A CAÇADA... Sonetos 05/01/07 32
A CAÇADA... Sonetos 15/05/07 23
A DAMA E O PLEBEU Sonetos 27/04/07 161
À DERIVA... Sonetos 23/12/07 35
A DEUSA DO AMOR... Sonetos 21/04/07 44
À espreita... Sonetos 07/09/26 13
A ponte... Sonetos 14/09/26 10
A PORTA Sonetos 22/01/07 22
A SEREIA... Sonetos 10/01/07 30
ABAFADO Sonetos 18/06/09 53
ABDUÇÃO Sonetos 19/10/12 43
ACORRENTADO... Sonetos 24/01/07 13
AGRURA Sonetos 28/08/23 10
ALGOZ Sonetos 03/06/09 22
ALMA FRIA Sonetos 13/09/08 40
ALMA SEBOSA Sonetos 19/04/12 265
ALMAS FERIDAS Sonetos 19/06/09 75
ALMAS INVEJOSAS Sonetos 21/01/07 34
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