C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley


ALMAS INVEJOSAS
A língua hostil, perversa e venenosa Dá seu suporte amundiçado, quântico... Alimentando com o prazer satânico Almas opacas, frias... Desditosas! E essas almas vêm com um “ar fraterno” Vestindo a pele da inocente ovelha Mas tem na boca o ferrão da abelha E nos seus olhos o calor do inferno... O mal que existe em fétidas goelas Inunda à imunda cava das moelas E a inveja é sua eterna cruz... ...Nasceram rindo, à sombra dos seus entes, Vivem amargas, sós e descontentes... - Morrem à míngua mendigando luz! Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 21/01/2007
Alterado em 26/01/2008 Comentários
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