C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley

Nizardo Wanderley

Cavaleiro Solitário

Textos
Título Categoria Data Leituras
ELA NEM SABE... Sonetos 05/06/07 69
QUE PENA... Sonetos 04/06/07 48
EUTANÁSIA Sonetos 04/06/07 28
CASTIGO... Sonetos 03/06/07 34
MINHA VIDA Sonetos 03/06/07 59
ETERNA MÁGOA... Sonetos 01/06/07 44
MENINA... Sonetos 30/05/07 91
ESSA DISTÂNCIA... Sonetos 27/05/07 62
PONTO FINAL Sonetos 27/05/07 38
CUME... Sonetos 20/05/07 36
VIAGEM FANTÁSTICA... Sonetos 19/05/07 37
VIAGEM FANTÁSTICA... Sonetos 19/05/07 8
O TROCO... Sonetos 18/05/07 17
É TÃO NOVINHO QUE NÃO TEM NEM NOME... Sonetos 18/05/07 29
SENTENÇA... Sonetos 17/05/07 29
A CAÇADA... Sonetos 15/05/07 23
CICLOTIMIA Sonetos 14/05/07 147
LETRAS AMARGAS Sonetos 13/05/07 28
SONETO DE SINCERIDADE... Sonetos 11/05/07 226
CILADAS... Sonetos 09/05/07 22
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