C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley


CUME...
Eu tento me enganar dizendo que não sinto Saudades nem desejos, nem sequer tesão... Mas se eu proferir algo certamente minto, Pois minha boca finge mas a alma não! Procuro disfarçar... Teu nome eu nunca chamo! Me escondo e me protejo prosseguindo assim... Mas a vontade louca de dizer: "eu te amo" Me rasga e me aconselha a não viver assim... E nessa escadaria de degraus plangentes Que eu subo depois canso e sento nos batentes Temendo não chegar ao "fim" que me consome... E olho cá de baixo com tanta emoção Que chego a vê-la rindo e acenando com a mão, E tua linda boca gritando meu nome... (Nizardo) Dir. Reservados. Abraços.
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 20/05/2007
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