C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley


SENTENÇA...
A torre milenar, sombria e inescalável, Que habita em cada mente da espécie humana, Conduz e acorrenta à forca inescapável, As almas dependentes da paixão profana... E nesse horrendo júri, vil, tendencioso, As provas são cabais, e assim, irrefutáveis... E o coração que é réu de um crime tenebroso Aguarda o veredicto em prantos infindáveis... Recolhe-se ao silêncio, pobre desgraçado... Seu crime? - Submerso em mares de pecado Tentar se enamorar, de quem já tinha dono... A pena? - Reclusão em regime fechado, Sem sonhos, sem visitas, e do amor privado, Cumprida nas muralhas do teu abandono!!! (Nizardo) direitos autorais. Xerooooooo.
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 17/05/2007
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