C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley


CASTIGO...
Nas minhas orações em noites mal dormidas, Pedi humildemente ao Deus que nos controla Alguém que me curasse algumas das feridas E me desse do amor a tão sonhada "esmola"... Porém as longas preces desse menestreu Não foram nunca "lidas" pelo meu "amigo" Ou elas não chegaram aos portões do céu, Ou ele está me dando um severo castigo... ...Pois transgredi as normas e as leis da razão Quando deixei o meu devasso coração Tomar as todas as rédeas do meu sentimento... Me enfeiticei por uma linda e doce boca E nessa tara insana, nessa paixão louca, Eu ultrajei o santo e "nono mandamento". (Nizardo) Poesia registrada. Xerinho.
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 03/06/2007
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