C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley


ELA NEM SABE...
Feliz de alguém que tem um amor correspondido, Fazendo-lhe viver feliz numa harmonia Do amor que rodeia noite, tarde e dia Mantendo-lhe risonho com o peito aquecido... Pois nada nesse mundo tem maior valor Que um fado alucinante e uma paixão fremente Renovando a matéria e enfeitiçando a mente De cada personagem em cada louco amor. Eu sou feliz, pois amo alguém especial Que me leva à loucura em sonho divinal No coração que nem sei se tanto amor cabe... E por vezes me sinto um louco e desvairado Sentindo-me completamente alucinado Por essa linda musa - Já que ela nem sabe... (Nizardo) Poesia registrada. Xerinho.
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 05/06/2007
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