C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley

Nizardo Wanderley

Cavaleiro Solitário

Textos

EUTANÁSIA


A mão que acaricia e te proporciona
Momentos de ternura e êxtase profundo
Por vezes dá adeus e aos poucos te abandona
Causando a grande chaga que amargura o mundo...

A chaga tem o nome de infelicidade,
Supura ingratidão e exala incoerência,
Pois faz um grande amor que nasce da amizade
Morrer no corredor da "não correspondência".

A boca que te beija e muitas vezes diz
Que tu, somente tu é quem a faz feliz,
Às vezes te profere o mais cruel  insulto...

E toda doação faliu, pois tua amásia
Tranformou-se em algoz praticando eutanásia
Naquele que hoje é cadáver insepulto!!!

(Nizardo)
Direitos autorais.
Xerinho.
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 04/06/2007


Comentários

Site do Escritor criado por Recanto das Letras