C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley


MINHA VIDA
Quando eu fitei teus olhos pela vez primeira Sentindo o teu aroma de menina em flor Notei que ali nascia uma paixão certeira Na reciprocidade de um sincero amor. E quanto mais eu amo mas faminto eu fico Quero-te em minha vida a cada vão segundo Mostrando em cada parte desse vasto mundo O quanto és importante e o amor que eu te dedico. E o medo de perder-te me deixa tristonho Pois eu te vi partir (num tenebroso sonho) Onde o meu Ser morria após tua partida Sem ti não há verão, inverno ou mocidade; - Apenas solidão, inferno e soledade Matando a quem de fato já nem tem mais vida. Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 03/06/2007
Alterado em 17/02/2015 Comentários
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