C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley

Nizardo Wanderley

Cavaleiro Solitário

Textos

O TROCO...


Um coração que vive dividido,
Entre dois seres, duas ilusões...
Merece ser por ambos esquecido
E sepultado noutros corações.

A boca pérfida que sorve beijos
De duas bocas com leviandade...
Tem que morrer na fonte dos desejos,
De fome, sede, tédio e insanidade...

E a alma dúbia cheia de vertentes
Que aprisiona às almas mais carentes
Lhes prometendo o que não pode dar...

Como eu queria espreitá-la esmolando
No vale da derrota, mendigando,
Uma só alma que a quisesse amar...

http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=19754317

(Nizardo)
Poesia registrada.
Xeroooooooooo.[;)]
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 18/05/2007


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