C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley


MENINA...
Eu sou o que te caça em dimensões estranhas, Seguindo o teu odor que adentra o meu palato E faz com que meus nervos te sintam no tato Profundo e latejante das minhas entranhas... Eu sou o que te serve amor numa bandeja E em cálices de carne te dedico abrigo... Secando as tuas lágrimas no lenço amigo Que eu levo nessa boca ardente que te beija... Eu sou o teu escravo, dono, amante e efebo! E em tua derme santa eternamente eu bebo O néctar sublime que embala o lirismo... Eu sou o que falece se não estás por perto; - Ressuscitando nesse impávido deserto Das ficções eróticas do onanismo... (Nizardo) Direitos autorais. Xerinho.
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 30/05/2007
Comentários
|