C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley


LETRAS AMARGAS
Repaginando antigas e esquecidas laudas Do livro onde editamos tão bendito conto, Voltei àquele antigo e doloroso ponto Final, que nos podou das ilusões as caudas... O amor que era hasteado em seu divino prumo E ostentado em tanta honorabilidade, Padeceu nas estufas da imaturidade E cada um dos cônjuges seguiu seu rumo... E ao escrever na vida novas edições, Cuidemos com carinho de outros corações Que nos dedicam tanto amor, carinho e zelo.. Para que outros mais tarde não tenham no seio Outros malditos livros, como esse que eu leio, Escrito em tinta-sangue no meu cerebelo... (Nizardo) Direitos autorais. Xerooooooooo.[;)]
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 13/05/2007
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