C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley

Nizardo Wanderley

Cavaleiro Solitário

Textos
Título Categoria Data Leituras
CARTA CINZENTA Sonetos 24/09/07 116
FELINA... Sonetos 24/09/07 50
MINHA FADA... Sonetos 24/09/07 206
SINTONIA Sonetos 23/09/07 36
MÓVITO... Sonetos 14/09/07 19
CHAGAS Sonetos 14/09/07 21
NESSA PÁGINA... Sonetos 14/09/07 61
FERIDOS Sonetos 12/09/07 27
ANJO LOIRO... Sonetos 12/09/07 70
INGENUIDADE ORKUTEIRA... Sonetos 12/09/07 91
REFÉM... Sonetos 04/09/07 32
MENINA MULHER Sonetos 24/07/07 103
É ELA... Sonetos 16/07/07 65
AMADA Sonetos 13/07/07 53
INSEGURANÇA Sonetos 13/07/07 41
SENHA UNIVERSAL Sonetos 13/07/07 74
AMOR DE GATO Sonetos 10/07/07 43
SENTENÇA Sonetos 25/06/07 21
SAUDOSISMO... Sonetos 23/06/07 28
ÚLTIMA MORADA Sonetos 09/06/07 34
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