C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley


FELINA...
Invado a tua alma pelo olhar que flui
Do teu divino ser, sedutor e divino
E rasgo as tuas carnes, feito algum felino
Que lambe o teu suor e o mel que ele possui...
E a tua boca traga o beijo que te suga
Fazendo as tuas pernas tremerem no ardor
Do ápice lascivo desse estranho amor
Na tua intimidade que me centrifuga...
Sedento e dominado eu sigo na leveza
Dos teus lábios de mel, teu corpo de tigresa,
E satisfaço à fome que meu corpo sente...
Ao sentir teus tecidos se dilacerando
Em volta do meu eu que segue te adentrando
Orgástica, sutil e prazerosamente...
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 24/09/2007
Alterado em 10/10/2007 Comentários
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