C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley

Nizardo Wanderley

Cavaleiro Solitário

Textos

SAUDOSISMO...

Me debrucei nos paredões da vida
E ali fiquei, sozinho a meditar...
Me perguntei:  Por que essa ferida
Teima em doer e insiste em não sarar?

Tu me ensinaste como te adorar,
Orientaste-me a te querer...
Mas te esqueceste de me auxiliar
Na prova árdua, para te esquecer...

É como se eu tivesse estacionado,
Preso aos teus beijos, dados no passado
E acorrentado à frases proferidas...

Que outrora embelezaram nossa calma...
Que sempre alegraram a minh'alma...
Que antes socorreram nossas vidas...

(Nizardo)
Bom domingo.
Xerinho.
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 23/06/2007


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