C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley

Nizardo Wanderley

Cavaleiro Solitário

Textos

SENHA UNIVERSAL

Através dos teus olhos abri teu “portão”
E tu vieste à minha mente pelos meus...
Assim, meus pensamentos se tornaram teus
E tu me deste a senha do teu coração...

Mas não consigo entrar - Confesso que estou pálido!
Pois mesmo após teclar os dígitos pedidos
Aparece-me um trecho amargo e enegrecido:
“Senha não corresponde... Usuário inválido”

Que houve? Esqueceste-te da antiga senha?
Receio que o teu coração traiu-me e tenha
Um novo dono, ou mesmo aquele antigo amor!

Se ele voltou me diga, evites meus lamentos;
- Assim como não brinco com teus sentimentos,
- Não te divirtas nunca com a minha dor...

(Nizardo Wanderley)
Poesia registrada.
Xerinho.
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 13/07/2007


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