C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley


ANJO LOIRO...
Tem ela a exuberância que o mundo requer Em sua sutileza e sorriso divino, Lançando o seu glamour, sutil, porém felino, Em sensualidade de nina/mulher... Seus passos radiantes fervem corações, Levando-os aos porões de um lupanar orgástico, Tragando-os com fervor num delírio fantástico E os impulsionando ao teto das paixões... O seu olhar possui a mágica da brisa, E aquele que beber um pouco de saliva Na sua boca quente que destila mel... Encontrará a paz tão esperada e pura Pois quem desfruta dessa rara formosura Na certa habitará nas catedrais do céu... Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 12/09/2007
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